Sunday, November 9, 2008

8 de novembro de 2008





O dia 8 de novembro de 2008 foi um dia cedo, escuro, húmido, esperançoso, saudoso, claustrofóbico, líquido, salgado, nublado. Solidão, família, saudade, caminhada, folhas vermelhas, capuz verde, chuva, chocolate quente, saudade outra vez, dúvida.

A tarde de 8 de novembro de 2008 foi solidária, barata, colorida. Ansiedade, medo, amiga, fuga, loja, meia-calça, carona, nuvens, expectativa.

A noite de 8 de novembro de 2008 foi aliviante, doce, achocolatada, à luz de de velas. Criança, bife, cartão, bolo de aniversário, abraços, chuva, mais alívio, ansiedade.

A madrugada de 8 de novembro de 2008 foi solidária novamemente, amiga, populosa, musical. Reencontro, dança, música chata, ansiedade, agradecimento, decepção, mensagem, pessoas, pessoas, pessoas, cupcake com chiclete, sono profundo, sonho.

E então fiquei mais velha.

Saturday, October 18, 2008

7o mês






Nem posso acreditar que estamos em outubro... Mais próximo ao fim do que de seu começo. Ontem completaram 7 meses que eu cheguei aos Estados Unidos. É tudo tão louco... Mais um pouco de US e será a hora e reencarar o Brasil e tudo por lá. Confesso que estou com medo. É sempre um grande choque em todos os sentidos para todas que voltam...
Minha vida aqui tem sido mais estável. Dias de semana trabalhando apenas basicamente e de fim de semana fazendo passeios pela região de Marin e em San Francisco. Nada mal.
No mês passado tomei aulas de canto básico numa High School aqui perto. Foi uma época que eu não estava emocionalmente bem e decidi que deveria investir em algo que eu gostasse para tomar meu tempo, entreter um pouco. Foi bem produtivo. Aprendi uns exercícios de aquecimento vocal e respiração que valeram a pena. Lamento que tenha sido tão rápido.
Também na mesmo linha de raciocínio de tomar meu tempo com coisas que eu gosto resolvi comprar um violão. Nem sei como consegui passar tanto tempo sem um. Comprei o mais barato que encontrei, mas tem me servido como fosse o melhor dos violões. No começo sofria de dor para tocar, tinha perdido todos meus calos nos dedos... Que doloroso para refazê-los! Mas agora está tudo aqui de volta! Eu garanto! Passar mais tempo sozinha em casa é um tanto mais fácil agora.
Semana passada finalmente eu tirei minha carteira de motorista da Califórnia. Depois de sofrer tanto nas mãos do instrutor da cidade de Corte Madera, optei por tirar em Novato, norte daqui, e com a mudança as coisas foram muito melhores. Estava um pouco nervosa, mas o instrutor foi muito simpático e colaborou muito para que eu ficasse tranquila. No fim disse a ele que o outro tinha sido muito "filha da puta" comigo (em outras palavras, lógico), e ele me disse: "Eu sei de quem vc está falando." Ou seja, o cara já tem mesmo aquela fama de mau! Fico aliviada de certo modo ao perceber que há chances de não ser eu uma "braço duro".. rss
Mês passado eu estive em San Diego com minha host family por uma semana. Foi bom e ruim por vários motivos. Bom viajar de graça, horário de trabalho light, livre durante o dia, porém ninguém para sair junto, não ter como ir aos lugares. De qualquer maneira, acho que a viagem aconteceu numa época em que na verdade o que eu estava precisando era mesmo ficar um pouco sozinha e ficar um pouco longe de San Francisco.
O mais engraçado é que foi a primeira vez em tanto tempo que eu dividi a casa com minha hostfamily durante dias normais. Pela primeira vez conheci vários dos hábitos deles que, morando separado, eu nunca veria. Por exemplo meu host lendo o jornal pela manhã ou minhas crianças vindo me dar bom dia quando eu abria a porta do quarto pela manhã. Foi bem gostoso esta parte. Saber a que horas eles acordam pela manhã e a que horas se deitam, o que fazem a noite e o que comem na janta. Tive prazer em participar deste dia-a-dia da família. É menos solitário.
Morar separado tem muitas vantagens (como poder tocar meu violão em qualquer hora que eu queira), não prestar contas de meus horários de entrada e saída da casa, mas há também várias desvantagens. Acho que se eu estivesse morando com a família desde o começo eu certamente iria reclamar de muita coisa, como acordar cedo com o barulho das crianças, por outro lado eu acho que eu me sentiria bem mais acolhida aqui na terra do tio Sam e muita coisa teria sido diferente para mim. Se eu me sentisse realmente mais parte da minha família acredito que meus sentimentos estariam mais preenchidos de alguma forma e não me sentiria tão sozinha em certos momentos.
Semana que vem estou indo para o México com minha family, então acredito que o próximo post será bem interessante! :)

Até breve!

Friday, September 5, 2008

Brasil x EUA: Cap 3 - Communication

Americanos e brasileiros têm, cada um, uma forma muito peculiar de se comunicar. Até me acostumar com este fato eu tinha a sensação de que a comunicação entre americanos é insuficiente.
O brasileiro para comunicar usa menos das palavras e mais do corpo, do olhar, do sorriso. Percebi que temos uma forma muito mais subjetiva de se entender. Muitas vezes a gente nem se importa muito com o que fala.
Já os americanos dão muito valor às palavras. Para eles o que é falado está escrito e não há necessidade de linguagens subliminares para confirmação da sentença.
Se um brasileiro diz: "Eu gosto de você" não necessariamente ele terá créditos se ele não fizer aquele olhar de "gosto de você" e também acompanhado daquele sorriso de "gosto de você". Mas se um americano diz "I like you", pode crer que ele gosta. As palavras têm mais peso para eles.
É engraçado como em nossa cultura e nossa língua podemos dizer a alguém: "Carrega esta mala para mim?" e ser ainda assim ser extremamente educado se acompanhar de um sorriso doce e um olhar que confirme. Aqui nos EUA, dizer imperativamente como brasileiros o fazem: "Carry this bag for me", seria extremamente rude! E se vc fizer isto sorrindo ainda é capaz que passe por sarcástico. As palavras deles são levadas tão mais ao pé da letra que se vc não diz "please" e "thank you" no começo e no fim de quase tudo passa por não muito educado. Vc também pode lançar mão de usar "Would you mind" para variar um pouco quando pede algo a alguém. E isto é para qualquer coisa, como pedir para algúem para acender uma luz que está ao alcance do braço, por exemplo.
Brasileiro é mais meloso. Vc já reparou quanto tempo a gente demora para se despedir de alguém? Nós temos que ensaiar para começar o ritual do tchau. Às vezes começa com um "Bom, ...", aí vc fala que tem que ir, explica por que está indo, fala quando vai voltar, convida a pessoa para fazer algo qualquer dia destes (que quase nunca se concretiza), mais um pouco de conversa no meio do ritual, até que surge um outro "Bom..." ou um "Então tá..." ou ainda um "Fica combinado assim, então". Então vem uma sessão de beijos e abraços. Aí vai embora, finalmente! Mas se der chance continua acenando até chegar na esquina. (PS: Para encurtar o ritual vc tem que dar uma desculpa de que tem algo à sua espera, o que, de qualquer forma, não garante um resumo da ópera do adeus).
Com um americano vc tem que tomar cuidado para ele não sumir enquanto vc coça o ouvido! Eles dizem "Ok. Bye!", dão as costas e vão embora. Se, quando muito, eles querem te dar alguma satisfação antes de vazar eles dizem algo que equilave a uma de nossas etapas do adeus, o "Tenho que ir", tradução de "Gotta run", que em nossa novela diária do tchau equivaleria ao primeiro capítulo.
Diferença ainda mais notável é em uma conversa ao telefone. Como brasileiro gosta de mandar beijo! "Ta bom! Beijo! Tchau!". Que final mais previsível!
Ô, povo mais beijoqueiro! E como um não basta, em várias ocasiões, quando pessoalmente, a gente dá dois, três... (senão não casa!).
Quando vim para cá, lembro ter achado o jeito americano de falar muito grosseiro, muito frio, muito objetivo. Para nós brasileiros, realmente seria se traduzíssemos as frases ao pé da letra. Seria um tanto formal, pouco carinhoso.
No Brasil, vc vai numa loja e a vendedora que nunca viu antes pode te chamar de "meu amor", "querida"... O que não existe aqui. Não consigo nem imaginar. Mesmo amigos não têm muito o hábitos de ficar neste mel uns com os outros... Vai ver é por isto que brasileiro é um povo doce.
Bom, gente....
Tenho que ir agora...
É.... Daqui a pouco começo a trabalhar e eu num posso atrasar porque aqui os horários são rigorosos...
Sabe como é, né....
Mas eu não demoro para postar de novo, não. Pode deixar!
Então tá!
Abraço para vocês!
Ah! Deixa um recadinho para mim, viu!
Um beijo!
Tchau!
Fui!
....................
Ah! Espero que tenham gostado do post!!!
Ta bom agora é sério!
Tchau!!
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Manda beijo para todo mundo aí!

Thursday, August 21, 2008

The waiting room, Hawaii...



A poesia da minha vida está sempre fluindo. Sou eterna e constantemente feliz. Eu não tenho problemas, não os possuo... Deparo com pequenos contratempos em processo de dissolução. Esta é a minha maneira de encarar.
Cá estou eu confirmando e celebrando a minha independência dependente. Sempre tive pés que andassem por mim e agora, longe, sinto a necessidade de alguém que ande por mim. Procuro sempre calçados que me protejam dos calos da vida. Sapatos como pantufas de veludo que sejam tão confortáveis que eu possa me acomodar... e ser levada... aí está a minha dependência.
Partindo do pressuposto de que a felicidade é conseqüência de acontecimentos, por que é tão difícil direcioná-los uma vez que conhecemos o que nos faz potencialmente felizes ou tristes, ainda que seja algo que esteja em unicamente em nossas mãos?
Isto é culpa da emoção irracionalmente e emocionalmente irracional. E a vida nos tapeia, nos engana, nos ensina por mais que não desejemos aprender... A vida é uma sala de espera..."...for people just waiting.

Waiting for a train to go
or a bus to come, or a plane to go
or the mail to come, or the rain to go
or the phone to ring, or the snow to snow
or waiting around for a Yes or a No
or waiting for their hair to grow.
Everyone is just waiting.

Waiting for the fish to bite
or waiting for wind to fly a kite
or waiting around for Friday night
or waiting, perhaps, for their Uncle Jake
or a pot to boil, or a Better Break
or a sting of pearls, or a pair of pants
or a wig with curls, or Another Chance.
Everyone is just waiting." (trecho em inglês de Dr. Seuss)

Hawaii é um paraíso... e San Francisco é uma sala de espera....

Monday, July 28, 2008

E continuo indo....






Ao mesmo tempo que eu não consigo acreditar que já faz mais de 4 meses que eu estou aqui não consigo acreditar que ainda faltam quase 8 para acabar.
Vida de viajante é um poço de emoções mistas. Não se sabe mais a que lugar se pertence. Vc fica feliz por estar aqui e triste por estar aqui. Vc fica feliz em pensar em voltar ao Brasil e fica triste pela mesma razão.

Neste mês que passou fui para Sonoma County. É um condado vizinho de Marin que faz limite com este ao norte. É famoso por ser, junto com Napa Valley (também na região) o maior produtor de vinhos nos Estados Unidos, e dos melhores vinhos. Fui para lá com a minha família, o que significa simlutaneamente: fui a trabalho, fui para ganhar dinheiro, fui de graça e fui obrigada. Hahaha... É engraçado que por mais que seja super legal estar indo viajar com a família para um lugar turístico, de graça e ainda para ganhar dinheiro ainda sobra me aquela sensação de que preferia estar em San Francisco com minhas meninas, indo de porta em porta de clubs procurando um lugar para ficar e acabando sempre no mesmo lugar.
As meninas aqui, au pair brasileiras, representam uma família para mim. Sim, eu tenho uma host family maravilhosa, mas é com as meninas que eu choro, que falo em minha língua, compartilho situações, que falo o que sinto e tenho a sensação de que sou, na maioria das vezes, entendida...
Mas enfim, Sonoma é um lugar muito bonito que adorei ter conhecido. E fiquei contente em ter recebido várias horas extras por ter trabalhado o fim de semana todo. :o)

Também neste mês fiz mais um hiking em Talmapais. Agora eu entendo porque há tantos incêndios com tanta facilidade por aqui. O ar é tão seco que desidrata! rss O campo é tão seco que a vegetação fica dourada. É bem bonito, mas traz a sensação que o simples atrito do seu pé andando na trilha vai ocasionar um incêndio a qualquer hora. Eu percorria a trilha observando por onde eu iria fugir no caso de algum de iniciar! hauhaua Claro que a mídia faz isto com a cabeça da gente, este medo hilário de um incêndio começar ao seu redor instantaneamente. Não se fala de outra coisa nos últimos dias e toda vez que minha mãe fala comigo do Brasil ela quer saber se não está pegando fogo em minha casa, pois ela vira sobre os incêndios nos jornais brasileiros.
Independente de qualquer fogaréu, a paisagem é linda! Maravilhosa!! Pude ver o mar lá bem distante e a neblina que sobrevoava sobre ele. O nevoeiro é característica marcante da cidade de São Francisco e dá aquela sensação de que se está nas nuvens. Sentia-me no céu algumas vezes.

Também neste mês fiz o incrível passeio para Alcatraz! O antigo e famosíssimo presídio desativado da cidade de São Francisco. Amazing! Muito interessante mesmo. Fiz um audio-tour com uns fones de ouvidos que são adicionados de sonoplastia baseada na memória viva do cotidiano desta prisão. Sons de grades se fechando, conversa de presidiários, canecas batendo, etc. Tudo isto ao mesmo tempo em que estive ali olhando os locais verdadeiros e ouvindo as histórias do se que passou por ali. É de arrepiar!

Durante todo o summer eu tive aulas de inglês de segunda a quinta a noite. E, desculpem-me, mas sexta, sábado e domingo foram decretados por mim como "dias de não se parar em casa". Este acontecimento e decreto justificam minha ausência da internet. Cursei duas disciplinas: "Preparatório para o TOEFL" e "Redução de sotaque e Desenvolvimento de Habilidades de Apresentação". O primeiro foi um tédio. Muitas tarefas de casa trabalhadas posteriormente em classe e, como eu não tinha tempo para fazer pelo trabalho, aulas e meu novo decreto, acabaram ocasionando um mal aproveitamento das aulas. Foi válido, pois cumpri uma boa parte dos créditos obrigatórios por um preço barato. Posso usar o restante da minha bolsa agora para estudar qualquer coisa que eu quiser sem me preocupar se conseguirei cumprir os créditos. O segundo curso foi ótimo! Amei! Aprendi muita coisa. A aula era mais descontraída e sobre algo que me interessa mais. Aprendi tópicos em pronúncia da Língua Inglesa que me deixaram muito surpresa. Descobri que o inglês que eu aprendi no Brasil, estou tendo de reaprender tudo de novo. Palavra por palavra. A pronúncia que aprendi no Brasil é, na maioria das vezes, errada. Isto justificou em partes minha dificuldade em listening. Com freqüência, o som que espero ouvir provém da memória auditiva de como o aprendi e como falo. Na comunicação com nativos, o som corretamente pronunciado soa muito diferente daquele que muitas vezes espero. Aprendi neste curso a falar melhor a entonação da língua inglesa. Chega de falar português em inglês! Melhorei tanto que quase convenço que sou fluente! hauhau
Percebo que meu inglês é bem razoável e o quanto melhora a cada dia, porém há uma infinidade de coisas que ainda tenho a aprender e falta muito para eu me expressar com naturalidade em diversas situações. Acho que vou ter que estudar inglês para o resto da vida para chegar onde eu gostaria, ou talvez morar uns 10 anos no mínimo num país de língua inglesa...

Contagem regressiva para o Havaí ...ainda não caiu a ficha. Sinto como se ainda faltasse muito tempo. Este é meu jeito de reagir. É uma forma de ignorar um pouco a ansiedade.
Vai ser importante para mim que o Ique venha visitar. Em certos momentos me sinto tão sozinha que eu me pego abraçando o gato de estimação por 15 minutos. Coitado! Isto porque até então eu nem me simpatizava muito com gatos....

Saudades dos amigos, da mamãe, do papai, da vó, da Mari, Dani, Du, Ingrid, Landa, Sosó, Digo, Arthur, Thaís, Susy, Ciso, Heitorzinho, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc... Com certeza se vc está lendo seu nome está num destes eticeteras...
E se vc está me prestigiando com esta leitura por favor deixe um recadinho porque eu amo lê-los.

Monday, June 23, 2008

Terceiro mês

Estou no meu terceiro mês aqui... Agora estou começando a parar de ficar perplexa com as coisas que eu vejo, estou começando a entender como funcionam as coisas, estou começando a me sentir em casa.
Eu amo minha host family, eu amo minha crianças, amo a California. Acho que eu não podia ter vindo para lugar melhor. Estou amando o estilo de vida ativo, o contato com a natureza, inúmeras atividades para fazer fora de casa.
Agora eu olho para uma loja na rua e consigo imaginar o que vende dentro (antes eu não fazia idéia!). Estou me comunicando melhor. Minha habilidade em listening melhorou 500%. Já consigo assistir um filme todo sem legenda!
Fiz amigos. Conheci gente do Brasil, U.S, Argentina, Espanha, México, África do Sul, Eslováquia, Japão, etc, etc, etc.... Tenho para quem ligar quando preciso. Conquistei de minha família uma cópia da chave do carro para facilitar quando eu precisar usar. Conquistei um celular com um plano bem melhor em que eu posso falar a vontade.
Adquiri mais confiança... Confiança para ir a lugares novos, para dirigir... Tornei-me ligeiramente mais consumista e consideravelmente mais saideira.
Em compensação, agora que nem tudo mais é novidade começa a bater a saudade de quem ficou no Brasil... Acho que agora sim começo a viver de verdade no programa, agora me sinto residente aqui... Até então era como se eu ainda estivesse de férias num lugar novo e bonito.

Bjos e saudades d todos!

Monday, June 16, 2008

Ique


Saudades de um cafuné.... era tudo o que eu queria...